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O Salto de 1.000 km do Mexilhão Dourado Rio Acima Levanta Alarme para as Barragens do Brasil
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Em resumo
Um diminuto mexilhão invasor nativo da China foi confirmado aproximadamente 1.000 quilômetros rio acima do seu limite conhecido anterior no rio São Francisco do Brasil, no norte de Minas Gerais. O achado, publicado por pesquisadores em outubro de 2026, renova preocupações sobre tubulações entupidas em usinas hidrelétricas, que já gastam cerca de US$10 milhões anuais lutando contra a espécie.
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Um salto rio acima surpreendente
Pesquisadores da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) confirmaram a presença do mexilhão dourado, Limnoperna fortunei, nos municípios de São Francisco e São Romão, no norte de Minas Gerais. A equipe, liderada pelos professores Magno Augusto Zazá Borges e Maurício Lopes de Faria, coletou 113 espécimes durante cinco expedições realizadas entre julho de 2024 e abril de 2025, de acordo com o site local Webterra.
O achado foi formalmente publicado em 9 de setembro de 2026 na revista científica Check List (volume 22, número 5), com Magno Borges e Marcela Fonseca listados como autores principais entre onze contribuidores. A pesquisa recebeu apoio da Procuradoria-Geral de Minas Gerais, de acordo com a editora da revista, Pensoft.
Os pesquisadores amostram 16 estações em quatro municípios ao longo do rio, informou Webterra. O mexilhão foi encontrado em todas as estações amostradas no município de São Francisco e em uma estação em São Romão, mas estava ausente nas estações em Ibiaí, Pirapora e no reservatório de Três Marias. Por causa dessa lacuna, a equipe hipotetiza que a espécie foi transportada rio acima por pequenos barcos ao invés de se propagar naturalmente com a correnteza — uma possibilidade que os pesquisadores descrevem como ainda não definitivamente comprovada, de acordo com Webterra.
Três décadas de invasão
Limnoperna fortunei é nativa da bacia do rio Pérola da China. De acordo com CNN Brasil, a espécie chegou à América do Sul em 1991, chegando ao estuário do Rio da Prata na Argentina dentro da água de lastro de navios de carga. Entrou nas águas brasileiras no final dos anos 1990 através da via Paraná-Paraguai e se propagou desde então através de reservatórios e rios no Sul, Sudeste, Centro-Oeste e partes do Nordeste ao longo de aproximadamente três décadas. Nenhum caso confirmado foi registrado na região Norte.
Antes da nova descoberta, o registro confirmado mais ao norte no rio São Francisco estava no reservatório de Sobradinho, na fronteira entre os estados da Bahia e Pernambuco, documentado em 2016-2017, de acordo com CNN Brasil e Webterra. O novo achado no norte de Minas Gerais fica aproximadamente 1.000 quilômetros rio acima daquele registro anterior.
| Período | Localização | Evento |
|---|---|---|
| 1991 | Estuário do Rio da Prata, Argentina | Espécie detectada pela primeira vez na América do Sul, transportada em água de lastro de navio (CNN Brasil) |
| Final dos anos 1990 | Via Paraná-Paraguai, Brasil | Mexilhão entra nos sistemas de rios brasileiros (CNN Brasil) |
| 2016-2017 | Reservatório de Sobradinho, fronteira Bahia-Pernambuco | Registro anterior mais ao norte no rio São Francisco (CNN Brasil, Webterra) |
| Jul 2024-Abr 2025 | São Francisco e São Romão, Minas Gerais | Equipe Unimontes coleta 113 espécimes em cinco expedições (Webterra) |
| 9 Set 2026 | Revista Check List | Achados publicados, confirmando um salto rio acima de aproximadamente 1.000 km (Pensoft/Check List) |
Por que as usinas hidrelétricas são vulneráveis
O mexilhão dourado forma colônias densas em superfícies duras, que podem obstruir as tubulações e sistemas de resfriamento em que as usinas hidrelétricas dependem. CNN Brasil informou que o setor elétrico brasileiro gasta aproximadamente US$9,97 milhões por ano em medidas de prevenção e controle relacionadas a este incrustamento biológico. Além da geração de energia, a emissora observou que a invasão também afeta os sistemas de captação de água potável, piscicultura, pesca comercial, navegação e ecossistemas aquáticos nativos.
De acordo com CNN Brasil, a erradicação completa da espécie é considerada improvável uma vez que se estabelece em um corpo de água. As contramedidas atuais incluem métodos físicos como raspagem, jato de alta pressão, filtração, ultrassom e radiação ultravioleta; abordagens químicas como revestimentos anti-incrustantes, hidróxido de sódio e compostos clorados; e pesquisa contínua sobre controles biológicos, incluindo agentes microbianos. Os esforços de prevenção focam na desinfecção de embarcações com alvejante e na exigência de certificados de saúde para remessas de peixes movidas entre bacias hidrográficas.
O que acontece a seguir
Webterra informou que o reservatório de Três Marias, localizado rio acima do local de infestação recentemente confirmado no rio São Francisco, permanece livre do mexilhão dourado. Os pesquisadores descrevem isso como uma janela de oportunidade para monitoramento e medidas preventivas antes da espécie potencialmente se propagar mais para os trechos médio e superior do rio.
Perguntas
- O que é o mexilhão dourado e de onde vem?
- O mexilhão dourado (Limnoperna fortunei) é um bivalve de água doce nativo da bacia do rio Pérola da China, de acordo com CNN Brasil.
- Como o mexilhão dourado chegou ao Brasil?
- Primeiro chegou à América do Sul em 1991 através de água de lastro descarregada por navios de carga no estuário do Rio da Prata na Argentina, depois entrou em rios brasileiros no final dos anos 1990 através da via Paraná-Paraguai, segundo CNN Brasil.
- Por que o mexilhão dourado é um problema para as usinas hidrelétricas?
- O mexilhão forma colônias densas que podem obstruir tubulações e sistemas de resfriamento em usinas de energia; CNN Brasil relata que o setor elétrico brasileiro gasta aproximadamente US$9,97 milhões anuais em prevenção e controle por causa disso.
- Onde o mexilhão dourado foi encontrado recentemente e por que importa?
- Foi confirmado nos municípios de São Francisco e São Romão no norte de Minas Gerais, aproximadamente 1.000 quilômetros rio acima do registro anterior conhecido perto do reservatório de Sobradinho, de acordo com Webterra e a revista Check List.
- O mexilhão dourado pode ser eliminado uma vez que invade um rio?
- De acordo com CNN Brasil, a erradicação completa é considerada improvável; os esforços atuais focam em métodos de controle físicos, químicos e biológicos emergentes, além de medidas de prevenção como desinfectar barcos.
Como o mundo está contando
- Português (Brasil)Os meios brasileiros cobrem o achado primariamente como um alarme científico e econômico dual, enfatizando o inexplicável salto rio acima de 1.000 km, a hipótese de que barcos transportaram o mexilhão para além de trechos vazios do rio, e o custo de aproximadamente US$10 milhões anuais que a espécie já impõe ao setor hidroelétrico.
Fontes
- CNN Brasil — Mexilhão dourado: a história do invasor invisível da China...
- Webterra — Mexilhão-dourado é encontrado no Rio São Francisco, no Norte de Minas, a mil quilômetros de registro anterior
- Check List (Pensoft) — A thousand kilometres far upstream: new record of Limnoperna fortunei in the middle São Francisco river sub-basin, Brazil
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